Quase 80% dos prefeitos brasileiros podem se reeleger em 2016, afirma estudo da CNM

Nas capitais, apenas 4 dos 26 gestores não poderão concorrer (Foto: arquivo TSE)
Nas capitais, apenas 4 dos 26 gestores não poderão concorrer (Foto: arquivo TSE)

O cenário eleitoral de 2016 contará com um número recorde de prefeitos candidatos à reeleição. É o que aponta um estudo divulgado recentemente pela CNM. O levantamento mostra que 76,4% prefeitos dos 5.568 Municípios brasileiros podem concorrer a reeleição, praticamente 8 em cada dez gestores em todo o país.  Nas capitais, apenas 4 dos 26 gestores não poderão concorrer porque foram reconduzidos ao poder na última disputa municipal.

O baixo índice de reeleição dos gestores, na última eleição, em 2012, gerou um aumento na quantidade de cidades que podem reeleger seus mandatários agora em 2016 e o maior número de prefeitos nesta situação está na região Nordeste.

Ao falar sobre o estudo, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski explicou que quando a análise é feita proporcionalmente ao número de Municípios de cada região é possível perceber em qual delas há maior possibilidade de manutenção da atual gestão. Na região Centro-Oeste, 80% dos gestores podem tentar a reeleição. Enquanto no Sul do país, 72,8% terão essa possibilidade.

Analisando cada um dos Estados da federação, a maioria poderá manter, em média, 80% dos gestores locais após as eleições municipais. Ziulkoski cita como fato interessante o que ocorreu no Estado do Amapá que teve, em 2012, a troca completa dos governos locais e, por isso, pode reeleger 100% dos prefeitos. A pesquisa mostra que os Estados com maior potencial de mudança dos gestores municipais são o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte.

Outro dado destacado por Ziulkoski trata dos possíveis candidatos à reeleição em 2016: a grande maioria é formada por homens. A região Nordeste é a que se destaca com 17% dos atuais gestores em primeiro mandato sendo mulheres. Na região Sul há maior concentração de homens no controle do governo local com possibilidades de manutenção na prefeitura: 91% são do sexo masculino.

Outra forte característica percebida no levantamento é a concentração da idade dos possíveis candidatos à reeleição: dois terços dos atuais prefeitos tem entre 41 a 60 anos de idade. “É importante ressaltar que 269 gestores dos 4.258 que podem tentar a reeleição não tinham data de nascimento disponível e, por isso, não se encaixam em nenhuma das faixas destacadas. Apenas 62 possíveis candidatos à prefeitura em 2016 tem menos de 30 anos”, conclui o presidente da CNM.

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